LUSOnews - http://ousadias.net/publicidade/lusonews --------------------------- ListBot Sponsor -------------------------- Start Your Own FREE Email List at http://www.listbot.com/links/joinlb ---------------------------------------------------------------------- SALVEM LISBOA! "Elevador com Lisboa à vista". Adalberto Dias, o arquitecto responsável pelo estudo da ligação em altura, revela pormenores sobre esta intervenção em plena zona histórica de Lisboa. Num minuto e meio o elevador projectado pelo arquitecto Adalberto Dias poderá transportar da Rua do Poço do borratém, à cota baixa, 18 passageiros, subindo 85 metros e levá-los até à Rua da Costa do Castelo (a meia-encosta) ou mesmo junto da Casa do Leão no interior do monumento nacional. Tudo isto será possível se, porventura, o presidente da Câmara Municipal de Lisboa conseguir concretizar a intenção de construir tal estrutura. Até lá muita tinta há-de correr. A polémica, inevitavelmente associada a este tipo deintervenções no tecido urbano já consolidado e em especial numa zona histórica como a Mouraria, já estalou. Primeiro, com o despejo dos ocupantes do imóvel, o número 39 do Poço do Borratém, onde poderão assentar as fundações da torre do elevador panorâmico. Depois, seguir-se-á outra fase problemática, a da demolição. Depois... o projecto. Reservado e avesso a polémicas, Adalberto Dias, o arquitecto portuense a quem a EBHAL, Equipamentos dos Bairros Históricos de Lisboa, endereçou o convite em 1999 para estudar a ligação entre a baixa pombalina e o Castelo de S. Jorge, acedeu a falar ao DN sobre o seu trabalho. A ideia da câmara era realizar através de um sistema de meios mecânicos "que deveria não só articular-se com as diversas correspondências de transportes existentes na cota baixa, mas ainda oferecer uma acessibilidade à meia encosta". "A ligação em estudo, propõe um sistema constituído por uma torre de 85 metros com dois elevadores, no extremo da qual se desenvolve uma passagem para a plataforma do Castelo, com amarração perto da torre sudoeste e da Casa do Leão", refere o arquitecto. Antes de apresentar à autarquia esta proposta, o arquitecto Adalberto Dias estudou ainda outras três soluções e localizações, todas elas na mesma área geográfica. "Não sendo possível por questões de programa e por impossibilidades de implantação, um novo elevador no mesmo eixo e simétrico ao de Santa Justa, conceptualmente a melhor solução, pareceu ser a zona da Praça da Figueira e a sua vizinha Praça do Martim Moniz, a mais interessante para a localização desta nova ligação", lê-se na memória descritiva do projecto. Ainda de acordo com os dados disponíveis naquele documento, a torre dos elevadores implanta-se num lote urbano a disponibilizar, a relativa equidistância da Praça da Figueira e do Martim Moniz, no alinhamento da Rua do Conde de Monsanto e no encontro da Rua da Madalena com o Poço do Borratém, criando um pequeno largo, com perspectiva urbana e arquitectónica da malha pombalina. "Em forma de H a torre, é construída por uma estrutura mista de betão e aço. A alma do H orientada a poente é reservada exclusivamente para o percurso vertical dos elevadores e a alma nascente absorve as escadas de segurança e emergência do sistema. No piso térreo situam-se compartimentos para equipamentos técnicos e sanitários/vestiários para os operadores", acrescenta. Os elevadores, dois, são de tipo panorâmico e têm capacidade para 18 passageiros cada, atingindo uma velocidade de um metro por segundo. Ao longo de todo o percurso e de 11 em 11 metros existem patamares de saída para as escadas de emergência. No extremo da torre e por cima do patamar de chegada de cota alta, localiza-se a casa das máquinas. De acordo com o projecto, é possível em cima deste espaço criar um miradouro com apoio de uma cafetaria. Segundo Adalberto Dias, o passadiço de ligação tem uma extensão de 190 metros e as respectivas amarrações na torre e no muro da plataforma do Castelo. A um terço do vão existe um pilar. Desta passagem elevada e com ligação directa à Rua da Costa do Castelo prevê-se ainda um outro elevador. O passadiço, as escadas e patamares de emergência são dotados de guardas e protecções de segurança elevadas de material transparente. "Criação de acessibilidades, articulação com diferentes sistemas, previsível aumento de utilizadores e aparecimento de novos serviços e produtos em resultado desta ligação, são elementos fundamentais de requalificação urbana e revitalização económica das áreas do Martim Moniz, Praça da Figueira, Castelo e suas encostas", refere ainda o documento. Quanto a reacções sobre a intervenção, nomeadamente de uma anunciada comissão de sábios, incumbida pela autarquia de se pronunciar, Adalberto Dias apesar de as desconhecer ainda responde: "A arquitectura é uma coisa pública, o que significa que faz parte de toda a gente e da cidade. Ajuda a um esforço urbano, cria tensões, descontinuidades. É eclética e diferente, portanto, sempre sujeita a juízos de valor, por isso não pode ter receios". Na opinião do autor, o projecto "integra-se na envolvente". E acrescenta: "Não iria propor uma solução desde que ela não respeitasse o meio onde se implanta. A escala entre os dois elementos é compatível e é óbvio que o elevador não se sobrepõe ao Castelo. Não existe qualquer tipo de competição entre o Castelo e o elevador até porque ele está reduzido ao essencial em termos formais", conclui o arquitecto Adalberto Dias. NINGUÉM QUER ESTE MAMARRACHO ENVIE ESTE E-MAIL A TODOS QUE CONHEÇA MANIFESTE O SEU DESCONTENTAMENTO Assembleia Municipal aml@cm-lisboa.pt Divisão de Imprensa Municipal dag.dim@cm-lisboa.pt Departamento de Administração Geral dag@cm-lisboa.pt Divisão de Projectos di.projectos@cm-lisboa.pt Divisão de Espaços Públicos Urbanos dmaev.depu@cm-lisboa.pt Divisão de Equipamentos Culturais dec@esoterica.pt ______________________________________________________________________ To unsubscribe, write to LUSOnews-unsubscribe@listbot.com
(image/jpeg attachment: Elevador_01.jpg)
This archive was generated by hypermail 2.2.0+W3C-0.50 : Wednesday, 31 October 2007 00:13:14 GMT